Derrotado no embate pela Embasa, sem audiência com o governador e vendo Murilo afundado em crises, Elmo sinaliza que pode abandonar a pré-candidatura se não houver garantia real de apoio do governo.

Bastidor em ebulição: Elmo Vaz já admite desistir da disputa de 2026
Derrotado no embate pela Embasa, sem acesso ao governador e vendo
Murilo afundado em crises, Elmo sinaliza que pode abandonar a pré-candidatura se não houver garantia real de apoio do governo.
Nos bastidores da política de Irecê, a informação que circula com força é uma só: a desistência de Elmo Vaz já não é mais tratada como hipótese distante, mas como possibilidade concreta e iminente.
Segundo relatos de interlocutores do ex-prefeito, Elmo ficou profundamente desgastado após a derrota na disputa em torno da Embasa, episódio que expôs sua perda de força política e sua dificuldade de impor vontade até mesmo em uma área onde sempre tentou manter influência. Para piorar, não conseguiu audiência com o governador, justamente no momento em que mais precisava de sinal político, acolhimento institucional e perspectiva de compromisso para 2026.
O problema é simples, e duro: sem garantia de estrutura, sem aceno claro do Palácio e sem lastro partidário consistente, a candidatura de Elmo perde chão.
Dentro do próprio grupo, já se admite que o cenário ficou estreito demais. O Avante, partido ao qual Elmo está ligado, tem estrutura modesta e recursos limitados, o que reduz drasticamente a margem de manobra em uma eleição que tende a ser pesada, cara e competitiva. Do outro lado, o governador já carrega problemas demais para administrar em várias frentes e, ao que tudo indica, não parece disposto a comprar novas brigas nem a bancar projetos sem viabilidade eleitoral clara.
Há ainda outro componente que pesa muito: o afastamento de Murilo
França. Com a gestão municipal atolada em crises sucessivas, desgaste administrativo e dificuldade de reação política, o prefeito deixou de ser ativo e passou a representar mais um problema do que uma solução para quem pretende construir candidatura majoritária ou proporcional com base local sólida. Elmo, que já viu em Murilo uma ponte, agora enxerga um passivo.
É nesse contexto que cresce a leitura de que Elmo já articula sua volta mais intensa a Irecê, tentando recalibrar posição, reorganizar base e avaliar se ainda há ambiente para manter o projeto vivo. Mas a verdade incômoda é que, hoje, seu movimento parece muito mais defensivo do que ofensivo.
No fundo, o recado dos bastidores é brutal: Elmo não quer entrar em uma eleição para ser abandonado no meio do caminho. E, sem compromisso explícito do governo com sua candidatura, o que se ouve é que ele pode preferir recuar a enfrentar uma derrota anunciada.
Quando um político começa a falar mais em condições para disputar do que em vontade de disputar, o sinal está dado: a candidatura já entrou na UTI.

